Na última edição do jornal Expresso (Sábado 29/05/2009), é dito que Cavaco Silva em 2001, juntamente com a sua filha, adquiriu 250.000 acções da Sociedade Lusa de Negócios a €1 cada acção, e que dois anos mais tarde vendeu as mesmas acções por €2,40 cada.
Todos os partidos políticos (com a excepção do Partido Socialista) desvalorizaram, chegando mesmo a atacar o teor da notícia, adjectivando-a de fait-divers, declaram que foi um negócio normal de compra e venda de acções, no mercado de capitais, onde fazem uma notória confusão com o BPN, como pode ser comprovado aqui.
O problema é que este tipo de negócios só podiam ser feitos através do Conselho de Administração da dita empresa (Conselho esse que era liderado por Oliveira e Costa), visto esta não estar, nem nunca ter estado, cotada em bolsa. A única empresa com ligações à holding Sociedade Lusa de Negócios, SA, que esteve cotada em bolsa foi o Banco Português de Negócios (BPN).
O facto é que Cavaco Silva devia explicar aos portugueses os contornos deste negócio para que não restem dúvidas de qualquer espécie. E nada disto se passava se em Novembro último depois de este assunto já ter sido alvitrado, a Presidência da República não tivesse escondido tal facto aquando de uma tentativa de clarificação. Aqui.
Para defesa do seu bom nome, para uma melhor transparência da política em geral, algo que é recorrente nas suas mensagem à Nação, o melhor mesmo é explicar-se.

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